domingo, 11 de agosto de 2013
“Mas
agora eu me acostumei. Me acostumei a ter alguém para cuidar, para
proteger, para ser chata e chamar atenção. Me acostumei a ter alguém
para brigar e minutos depois ouvir ou mesmo dizer um pedido de
desculpas. Ter alguém para sentir ciúmes e fazer birra, como um jeito de
quem quer carinho e pede por atenção. Ter alguém que confia em mim e se
sinta seguro para conversar sobre assuntos banais e
outros, nem tanto. Alguém que se sinta (e se saiba) importante o
bastante para ter certeza que, mesmo que eu acorde cedo no outro dia, eu
irei atender aquele telefonema na madrugada e ficarei escutando suas
reclamações e problemas sem hora para ir dormir. Mesmo que eu fique
apenas em silêncio, mesmo que eu não tenha nada para dizer depois… Ficar
só por ficar. Por querer passar segurança, confiança, companheirismo,
cumplicidade. Me acostumei a ter alguém em quem pensar ao acordar, ao
dormir e em todas as vinte quatro horas do dia, que se tornam mais
fáceis por saber da sua existência. E melhor que isso: saber que nossos
pensamentos estão ligados. Que é recíproco. Que a saudade que um sente o
outro sente da mesma maneira. Que a falta que um faz o outro faz em
dobro. Coisas assim… de gente que se ama. Talvez, seja isso: me
acostumei a ter alguém para amar. Alguém não, você.”
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