“É a mulher quem morre na
espera de uma sms e ressuscita assim que ela chega. É a mulher que aperta o pé
pra caber no sapato, a barriga pra caber no vestido, a bunda pra caber na
calça. É a mulher quem sofre na hora de perder a virgindade e quando vai dar a
luz. É ela quem enfrenta sete dias de menstruação, sendo a maioria acompanhados
de cólica. É no peito dela que os bebês ganham o primeiro alimento. É a mulher
que trabalha varrendo as ruas, limpando a casa dos outros, dirigindo caminhão,
à frente de uma grande empresa ou cuidando da própria casa, sempre com o cabelo
penteado, as unhas bem feitas e muito bem maquiada. É a mulher que cria as
piores brigas do relacionamento, mas é a que na maioria das vezes dá um jeito
de consertá-las. É ela que sempre tem uma solução pra um batom borrado, um
machucado ou um coração quebrado. É ela quem tem as melhores histórias e as
teorias sobre “de onde vem os bebês” e “o que é sexo”. É o beijo dela que faz
milagre nos filhos e no marido. É o cheiro dela que fica impregnado na memória
e na camisa. É a mulher que anda num salto 15 e ainda rebola, faz charme e se
bobear até samba. É ela que nua sabe fazer filho mas também faz arte. É a
mulher que aguenta as pontas quando as crianças tão mal. É a mulher que sabe
dar o nó na gravata, que sabe adoçar o café e tem a mão boa pra cozinhar. É ela
que é uma fera na cama e na rua é uma dama. É a mulher que sorri com os olhos e
engana com a boca, que controla a situação e que salva a sua vida ou a destrói.
E ainda sai de fininho porque ela é o sexo frágil.”
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